quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Síndrome de Treacher Collins

Retratada em Extraordinário, filme de Stephen Chbosky, já em cartaz nos cinemas, é uma condição genética rara: afeta um a cada 50.000 bebês no mundo.

O que é?

Trata-se de uma malformação congênita, caracterizada por um conjunto de deformidades craniofaciais, como o achatamento dos ossos da face, queixo pequeno, pálpebras caídas, fissura no palato e ausência ou malformação das orelhas, que podem causar dificuldade para respirar, se alimentar, além de perda auditiva. No entanto, são diferentes graus de acometimento. Algumas crianças podem nascer com sinais menos profundos do que outras.

Diagnóstico?

O diagnóstico é definido logo depois do nascimento da criança, que já apresenta alguns sinais clínicos, como a dificuldade para respirar e mamar. De acordo com Cristiano Tonello, cirurgião craniofacial do Centrinho (Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP), em Bauru, o diagnóstico também pode ser feito no pré-natal através do ultrassom tridimensional. No entanto, na maioria dos casos, a síndrome só é descoberta após o nascimento.

Características?

“Com a mandíbula muito pequena e a malformação ou ausência das orelhas, além do comprometimento estético, a criança enfrenta problemas respiratórios, para se alimentar e a perda da audição, que são muito frequentes. As cirurgias normalmente começam dependendo da necessidade da criança, muitas já nascem com esses problemas e precisam de intervenções desde cedo, como a correção da fissura palatina (abertura no céu da boca), traqueostomia (abertura da traqueia para ajudar na respiração), a gastrostomia (sonda alimentar), e a reconstrução das orelhas, que muitas vezes é ausente”, explicou o médico. Nos primeiros anos de vida, as intervenções mais frequentes são aquelas que auxiliam na alimentação, respiração e fala da criança. Com os anos, a depender da severidade das anomalias, por volta dos 10 anos de idade, o paciente pode passar por cirurgias de harmonização da face, incluindo as orelhas, mandíbulas e a margem dos olhos. Em muitos casos, o paciente precisa utilizar aparelhos auditivos ou próteses implantáveis para recuperar a audição. No entanto, essas intervenções só são possíveis com a participação de uma equipe multidisciplinar, que avaliará os riscos para o crescimento da criança.
 

Riscos?

Existem três tipos de genes específicos que levam à malformação que, dependendo da dominância, podem aumentar a recorrência da síndrome nas gerações seguintes. Em casos isolados, quando o pai e a mãe não possuem as características, pode se tratar de uma mutação na formação do bebê. No entanto, a partir do primeiro caso na família, as próximas gerações têm 50% de risco de nascerem com a síndrome.

Exames?

Existem exames moleculares que conseguem identificar a partir do sequenciamento genético, a presença dos genes e sua dominância. Pelo Centro de Pesquisa sobre Genoma Humano da USP, o painel para doenças craniofaciais custa em torno de 2.990 reais. Devido ao alto custo do exame, os médicos do Centrinho, procuram trabalhar com o aconselhamento genético para tentar identificar uma possível recorrência.

 
 Tratamento?
O acompanhamento psicológico é muito importante para o paciente e para a família, que sofrem com a ansiedade, a pressão estética e resposta da sociedade, contato com os amigos, com a escola. Essas crianças tem sonhos e desejos como qualquer outra.
Cristiano Tonello, cirurgião do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP
“É um trabalho de suposições. Mas até ocorrer o primeiro nascimento de um filho com características mais proeminentes, a síndrome pode passar despercebida na família. Por isso, como parte da avaliação do caso, os próprios pais da criança precisam ser avaliados”, explicou Nancy Mizue Kokitsu Nakata, bióloga especialista em sindromologia, que compõe a equipe multidisciplinar do Centrinho.
No Centrinho, já foram avaliados cerca de 90 pacientes com a síndrome de Treacher Collins, com diferentes graus de acometimento. “Você começa a perceber a diferença de cada tipo ao observar os diferentes padrões de crânio”, disse Nancy. “Existe uma variabilidade clínica: a formação da face, das orelhas, das pálpebras tem diferentes graus de hipoplasia (malformação), com resquícios leves ou mais intensos.”

Acompanhamento constante!

A correção da fissura no palato é importante para o desenvolvimento da fala da criança, de acordo com Cristiano Tonello. No entanto, muito além das cirurgias, o grande diferencial do tratamento é o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, que inclui tratamentos odontológico, fonoaudiológico e psicológico.
“A própria síndrome demanda um acompanhamento constante. Do geneticista até o cirurgião, a gente acaba tendo uma relação muito próxima com o paciente, conhecendo cada indivíduo e cada caso devido a frequência com que visitam a clínica.”

Curiosidade: O filme.

Extraordinário, dirigido por Stephen Chbosky, gira em torno de Auggie Pullman (Jacob Tremblay, conhecido pela sua atuação em O Quarto de Jack), um menino de 10 anos, que começa a frequentar a escola na quinta série e passa a sofrer preconceito por causa de sua aparência física, consequência da síndrome. O filme, adaptação do best-seller da escritora americana R. J. Palacio, e que já está em cartaz nos cinemas, aborda as emoções e dificuldades da vida além da doença.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Projeto de lei sobre TDAH e Dislexia

 O Projeto de Lei 7.081/10 específico para TDAH e Dislexia, inicialmente apresentado pelo ex-senador Gerson Camata – PMDB/ES em 2010, foi elaborado em conjunto com a ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção. Nos últimos 7 anos, a presidente da Associação, Iane Kestelman, tem acompanhado de perto a tramitação do projeto, lutando e se dedicando para conscientizar os membros das várias comissões necessárias para sua aprovação.







/http://tdahdescomplicado.com/tudo-sobre-lei-especifica-para-tdah/
As Inteligências Múltiplas

A) Linguística: Os componentes centrais desta inteligência são uma sensibilidade para sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para convencer, agradar, estimular ou transmitir ideias. É a característica predominante nos linguistas e poetas.

B)  Lógico-Matemática: Sensibilidade para padrões, ordem, e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões por meio da manipulação de objetos ou símbolos e para experimentar de forma controlada, para lidar com séries de raciocínios, para reconhecer problemas e resolvê-los. É a característica predominante nos matemáticos e cientistas. 

C) Visuo-espacial : capacidade de perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É a habilidade para manipular formas e objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial. É a característica predominante nos artistas plásticos, engenheiros e arquitetos.

D) Cinestésica:  Habilidade para resolver problemas ou criar produtos por meio ou uso de parte ou todo o corpo. Habilidade para utilizar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas, no controle dos movimentos do corpo e na manipulação grossa ou fina com destreza. Predominante em atletas, atores e pintores.

E) Musical: Habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre e habilidade para reproduzir ou produzir música. Predominantemente em musicistas.

F) Interpessoal: Habilidade para entender e responder adequadamente a humores, temperamentos, motivações e desejos de outras pessoas. Predomina em psicoterapeutas e professores.

G) Intrapessoal: Habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e ideias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas pessoais. Só é observável por meio dos sistemas simbólicos das outras, ou seja, por meio de manifestações linguísticas, musicais ou cinestésicas. 

H) Naturalista: Capacidade para reconhecer e classificar as espécies e os organismos do ambiente, inclusive domesticando e interagindo com eles. Relaciona-se com a necessidade de educação ambiental e educação ecológica.


Bem vindos ao Blog Papo sobre Psicopedagogia.
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Rafaele Calassara